Sobre o Ensemble

A junção de um arquialaúde, uma teorba, um violoncelo, um cravo e duas sopranos origina os Altos do Bairro, agrupamento formado por seis músicos de Lisboa, unidos pela paixão comum pela interpretação historicamente informada de música antiga. O nome da formação evoca simultaneamente um bairro icónico de Lisboa, cidade de onde são naturais, e dois eixos fundamentais da sua prática artística. A palavra «altos» refere-se ao rigor, à exigência e à elevada fasquia com que abordam o repertório, enquanto «bairro» reflete o espírito de comunidade, proximidade e cumplicidade que caracteriza o trabalho do ensemble.

Desde a sua criação, os Altos do Bairro têm-se apresentado regularmente em diversos contextos musicais e monumentais, afirmando-se no panorama da música antiga em Portugal. Em 2023, o agrupamento atuou na Igreja de São Nicolau e no Festival de Música D. Fernando Mascarenhas. Em 2024, participou nas comemorações dos 526 anos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na Igreja de São Roque, no Festival Open Conventos, no Solar dos Zagallos, nas celebrações da Semana Santa de Famalicão e no Festival Património (Com)Vida, em Baião.

O Nosso Repertório

PROGRAMA

Ohimè – Afetos no Barroco Italiano

O presente programa propõe uma imersão nas múltiplas expressões da sensibilidade humana tal como representadas na música profana italiana dos séculos XVII e XVIII. O título inspira-se na interjeição italiana ohimè — equivalente a um lamento ou suspiro — frequentemente encontrada na poesia e na música vocal do período, evocando sentimentos de dor, saudade, surpresa ou amor desesperado.

PROGRAMA

A Beleza – Louvor no Barroco Italiano

Este concerto, centrado no período do Advento, celebra a alegria e a luz do Natal na tradição cristã. A figura de Maria, fonte de inspiração para grandes compositores ao longo da história, é o eixo principal do programa. A sua voz é evocada por meio das diferentes abordagens do barroco italiano, desde a expressividade de Claudio Monteverdi até à delicadeza de Barbara Strozzi e Chiara Cozzolani, duas das compositoras mais importantes da sua época.

PROGRAMA

Ay, Linda Amiga — Música Ibérica

O programa conta uma história de duas amigas, que o tempo, a distância, a vida, fez com que se afastassem, esquecendo-se uma da outra. São amigas esquecidas. Um dia, decidem, simultaneamente, sem a outra saber, escrever/cantar uma carta uma à outra. Escrevem/cantam enquanto se deparam com os sentimentos que a distância criou. As amigas são abaladas pela tristeza, pela saudade e pelo amor. Desejam aproximar-se, no entanto, na própria escrita da carta, apercebem-se também de quão a vida as levou para diferentes lugares. Já não são as mesmas pessoas.

PROGRAMA

Leçons de Ténèbres — François Couperin

Esta obra, para dois sopranos e baixo-contínuo, foi composta por François Couperin, em 1714, para a liturgia da Semana Santa na Abadia Real de Longchamp. Couperin escreveu Leçons para quarta, quinta e sexta-feira santas, no entanto, apenas a de quarta-feira resistiu ao tempo. As Leçons de Ténèbres usam o texto em latim do livro de lamentações do Antigo Testamento, em que o profeta Jeremias lamenta a destruição de Jerusalém pelos Babilónios (587 a.C.), apelando, alegoricamente, ao sofrimento dos três dias entre a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo. Cada verso latino é precedido por uma inicial do alfabeto hebraico, que, num longo melisma, dá início a cada secção musical.

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Disponíveis para ciclos de concertos, festivais de música antiga, monumentos históricos e eventos culturais em Portugal e no estrangeiro.

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