A junção de um arquialaúde, uma teorba, um violoncelo, um cravo e duas sopranos origina os Altos do Bairro, agrupamento formado por seis músicos de Lisboa, unidos pela paixão comum pela interpretação historicamente informada de música antiga. O nome da formação evoca simultaneamente um bairro icónico de Lisboa, cidade de onde são naturais, e dois eixos fundamentais da sua prática artística. A palavra «altos» refere-se ao rigor, à exigência e à elevada fasquia com que abordam o repertório, enquanto «bairro» reflete o espírito de comunidade, proximidade e cumplicidade que caracteriza o trabalho do ensemble.
Desde a sua criação, os Altos do Bairro têm-se apresentado regularmente em diversos contextos musicais e monumentais, afirmando-se no panorama da música antiga em Portugal. Em 2023, o agrupamento atuou na Igreja de São Nicolau e no Festival de Música D. Fernando Mascarenhas. Em 2024, participou nas comemorações dos 526 anos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na Igreja de São Roque, no Festival Open Conventos, no Solar dos Zagallos, nas celebrações da Semana Santa de Famalicão e no Festival Património (Com)Vida, em Baião.
Em 2025, destacam-se a participação no projeto Casa Comum da Arte das Musas, a presença na Semana Santa da Igreja de São Nicolau, no Festival de Música Terras de Santiago e no programa de Natal da EGEAC. Em 2026, apresentaram-se na 30.ª Exposição de Camélias do Porto, no Palácio da Bolsa, e na 44.ª edição do Festival Música em Leiria.